quarta-feira, 10 de agosto de 2011


São 05:35 da manhã e o meu irmão chegou à pouco a casa. Acordei meio sobressaltada e perguntei-lhe o que é que ele aqui estava a fazer, pois sei que deveria estar com a namorada. " A T. já está na maternidade", foi o que ele me disse. Eu, sinceramente, comecei a trocar as palavras e só conseguia articular coisas como "Estás a gozar?" ou "Então mas e a menina?". Explicou-me que a teve que levar porque as contracções eram imensas mas que a minha afilhada ainda não quer nascer.
A felicidade estampada no rosto dele é evidente assim como o é o nervosismo. Este momento é importantíssimo para nós, família, mas não só. É importante também para todos aqueles que nos rodeiam, que gostam do meu irmão e da T., que já gostam desta criança e que já anseiam por ela quase tanto quanto nós.
Neste momento não consigo voltar a adormecer, o sono já não vem só de saber que dentro de qualquer momento a minha menina vai nascer e eu a vou poder conhecer. Não consigo parar de olhar para o telemóvel à espera que ele toque por notícias do meu irmão, que neste momento já se encontra, de novo, a caminho da maternidade.

(Quando a minha mãe disse na segunda que a T. estava com sinais de parto eu disse-lhe " Então deixa-me cá ver um dia que eu goste para ela nascer ... 10. Gosto do dia 10!" querem ver que até tenho um pouco de adivinha?)

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