quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nothing goes as planned, everything will break. People say goodbye, in their own special way. All that you rely  on, and all that you can fake will leave you in the morning. Come fin you in the day. You're in my veins, and i cannot get you out. You're all i taste at night inside of my mouth. You run away, cause i am not what you found. You're in my veins and i cannot get you out.
Everything will changed, nothing stays the same, nobody is perfect, but everyone's to blame. Everything is dark, it's more than you can take but you catch a glimpse of sunlight, shining, shining down on your face.


                                                                            Andrew Belle - In my veins
"Ela procurava o príncipe e ele procurava a próxima. Ela olhava para ele e ele olhava para todas. Ela queria-o a ele e ele queria uma. Ela fazia planos e ele destruía. Ela descobriu que ele era único e ele achou que ela era só mais uma. Ela sonhava acordada e ele dormia sem sonhar com ela. Ela desistiu e ele arrependeu-se. E então, ela descobriu que era ele que era só mais um e ele... ele descobriu que ela era única." 


Mas tu nunca chegaste a descobrir que eu era a única, pois não? é pena...

" - (...) Sei que as coisas podem estar diferentes. A amizade, confiança e cumplicidade já não serem as mesmas, mas continuo a gostar de ti como antes, e espero que saibas que estou sempre aqui. À distância de uma mensagem, de um telefonema. Desejo-te o melhor do mundo e espero sinceramente que esse sorriso, que um dia me cativou, continue aí, mais forte que nunca. Se pudesse dava-te agora um enorme abraço, apertava-te a bochecha, dava-te um beijinho e dizia-te o quanto gosto de ti. I will always love you, nunca te esqueças disso.
- Obrigado, meu anjo. Sabes bem que a distância não é, nem nunca será um problema, ou barreira para tudo aquilo que nos une. Eu amo-te, muito mesmo!"

Mais uma vez, muitos parabéns!
Diz-me que vai correr tudo bem, que isto é apenas um falso alarme. Diz-me que este assunto não requer noites mal dormidas e nós no estômago. Tenho medo, muito medo. Não o confesso em família, mas a ideia de algo estar mal contigo aterroriza-me. Eu quero-te bem minha princesa. Quero poder continuar a ver esse sorriso lindo, que torna o meu mundo num lugar muito melhor, durante bastante tempo. Por favor...

" A minha mãe está cheia de medo e eu só lhes digo que vai tudo correr bem, mas a verdade é que também estou com medo. É a minha menina"

terça-feira, 30 de agosto de 2011



Summer: Well, you know, I guess it's 'cause I was sitting in a deli and reading Dorian Gray and a guy comes up to me and asks me about it and... now he's my husband.
Tom: Yeah. And....so?
Summer: So, what if I'd gone to the movies? What if I had gone somewhere else for lunch? What if I'd gotten there 10 minutes later? It was - it was meant to be. And... I just kept thinking... Tom was right.
Tom: No.
Summer: Yeah, I did.
(laughs)
Summer: I did. It just wasn't me that you were right about.

500 days of Summer





«Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar.
A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.  
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.»

Miguel Esteves Cardoso
Percebes que a tua melhor-amiga não te vê como tal quando a vês com outra amiga, partilhando com ela sítios que antes eram só vossos, dizendo-lhe palavras que a ti já não profere há muito tempo. Resumidamente, quando te pede a chave do compartimento "melhor-amiga" para a dar à outra.

domingo, 28 de agosto de 2011

" Se algum dia a luz da nossa amizade se apagar, que se lixe, acende-se uma vela... Se a vela se apagar, que se lixe... Somos amigas às escuras... Porque a verdadeira amizade brilha por si mesma! ♥"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Cindy: What did it feel like when you fell in love?

Gramma: Oh... oh dear, I don't think I found it.
Cindy: Even with grandpa?
Gramma: Maybe a little, in the beginning. He didn't really have any regard for me as a person. You gotta be careful with that. You gotta be careful with the person you fall in love is worth it... to you.
Cindy: I never want to be like my parents. I know they must've loved each other at one time right? To just get it all out of the way before they had me. How do you trust your feelings when they can just disappear like that?
Gramma: I think the only way you can find out is to have the feeling. You're a good person. You have the right to say I do trust. I do trust myself. 

Blue Valentine (2010)
O teu quarto está agora silencioso. Na verdade já tem estado assim há algum tempo, mas agora encontra-se também vazio. Tudo bem saber que não dormias cá, tudo bem ver-te apenas à hora de almoço, mas assim? Ouvir o bater das gavetas, saber que delas retiras a tua roupa e as arrumas numa mala? Ver-te ir embora com ela? É doloroso. E não me venham com histórias de que estás apenas a uns metros de mim porque nunca vai ser o mesmo. Nunca mais vou ter que olhar bem para a minha escova e para a tua para não me confundir, nunca mais te farei a cama, nunca mais ralharei por seres tu a causa de jantarmos tão cedo, nunca mais limparei a tua bagunça. Nunca mais. I will miss you, brother*

Bem, hoje o dia resumiu-se a uma ida à praia (a primeira do ano, shame on me!) e apesar do tempo estar pouco apetitoso, com o sol escondido por detrás de muitas nuvens, até foi um dia bem passado. Deu para espairecer, sair deste canto em que estou quase sempre enfiada e estar com novas pessoas, estar ainda com a minha melhor-amiga. Pôr a conversa em dia, dizer baboseiras, aparvalhar um pouco (ou muito). Thanks!

"É estranho ouvir alguém dizer que te ama e depois passar por essa pessoa e não ouvir nem um 'Olá', como se fossem dois estranhos."


Chuck
: The reason Blair attacked you is because she misses you. After 18 year, you can't read Waldorf subtext?
Serena: I shouldn't have to. If that's how she feels then she sould just tell me. It's the mature thing to do.
Chuck: This is coming from someone who just pushed their best friend into a cake. Look, you think your friendship is going to take care of itself. You're not kids anymore. You can't say you hate each other and then make up an hour later on the MET steps.
Serena: You tell her that.
Chuck: I'm telling you. And you should be careful. Because one day you're gonna find yourself telling people about Blair Waldorf. The girl whou used to be your best friend.

Gossip Girl

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estar com vocês seja quando e onde for, é sempre reconfortante. É sempre uma alegria estar ao vosso lado, ver-vos sorrir, fazer-vos rir, fazerem-me rir. É para isso que servem os amigos, e vocês sem dúvida que fazem jus à palavra. Obrigada! 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"Tenho medo dos meus sonhos. Apenas porque sinto que eles nunca se irão realizar. Vejo a vida ultrapassar-me. As pessoas a irem com o vento, sobretudo as mais importantes. E eu continuo aqui, parada, com medo de avançar, apenas porque sou fraca. Sim, muito fraca."

domingo, 21 de agosto de 2011

gosto de ouvir o som da trovoada.

Ver-te, estragou tudo.

Tenho saudades tuas. Não o confesso a ninguém, porém. É melhor, assim não se geram perguntas do género " mas vocês não estão bem?" ou " o que é que se passou?". Porque eu, com toda a sinceridade, não sei responder. Sei apenas que já não sei quem és na tua totalidade. Não gosto dessa pessoa que se embrenha em futilidades, que profere palavras sem atender ao seu significado e que quando arranja novos amigos se esquece dos velhos, dos que estiveram sempre lá. Mas gosto muito de ti, ainda gosto muito e talvez o mesmo não aconteça contigo, o que me destrói.
Sempre nos vi um pouco como estas duas meninas, mas a amizade delas não se compara à nossa, pelo menos agora, com toda aquela confiança, união, partilha de momentos, principalmente esta última.
Tenho saudades. " But these stories don't mean anything, when you've got no one to tell them to"
"Tenho medo de terminar sozinha. tenho medo de ser sempre a amiga, irmã e confidente, mas nunca o 'tudo' de alguém"

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

- Ás vezes gostava de saber o que é que te fiz. Sempre pensei que quem tivesse razões para ser arrogante fosse eu. Eu lidei com isso da melhor maneira possível. Talvez seja a altura de seres tu a fazê-lo. Apesar de tudo, continuo a desejar-te o melhor do mundo, por isso fica bem.
- Eu desejo-te o melhor do mundo. E não fizeste nada, foste perfeita e eu muito estúpido

19-05-11   
Será que ficou algo "nosso" nesse coração de pedra? Quero, verdadeiramente, acreditar que sim...

domingo, 14 de agosto de 2011

" A Cinderella Story" (2004)

Um telemóvel em vez dum sapatinho de cristal, um descapotável em vez de uma abóbora, e um subúrbio de Los Angeles em vez de um reino muito, muito longínquo... familiar? Sim, é uma versão divertida e actual da história da Gata Borralheira!
Sam (Hilary Duff) faz limpezas num café, atura as implicâncias das suas cruéis meias-irmãs e madrasta, e sonha frequentar a Universidade de Princeton (o lugar perfeito para uma perfeita princesa encontrar o seu príncipe). Mas talvez ela já tenha um Príncipe Perfeito: o seu correspondente de e-mail anónimo (Chad Michael Murroy), que a convidou para o acompanhar ao grande baile da Noite das Bruxas. Mas Sam entra em pânico quando descobre que o misterioso amigo é na realidade o rapaz mais popular da escola. Poderá ele gostar de uma rapariga que não faz parte do grupo in? Será que os contos de fadas podem tornar-se realidade? Apenas se Sam lutar pelo que quer e transformar os seus sonhos em realidade.


 "I Am Number Four" (2011)

Nove crianças alienígenas, são trazidas para a Terra e misturadas aos seres humanos, fugindo dos seus planetas, Lórien. Pois uma espécie invasora, os Mogadorians, destruíram o seu planeta, e agora seguiram-nos até á Terra para caçá-los. Cada um dos nove alienígenas foi dado a um tutor e desenvolvem poderes sobre-humanos quando se tornam adultos. A cada um foi atribuído um número. Estas últimas crianças de Lórien só podem ser mortas na sequência dos seus números. Os números Um, Dois e Três já foram mortos até agora.
O número Quatro, John Smith (Alex Pettyfer), muda-se para “Paraíso” cidade fictícia em Ohio, disfarçado como um estudante. Lá ele ganha uma amiga, Sarah Hart (Dianna Agron), que é fotógrafa. Depois de passar a sua vida toda a fugir o número quatro apaixona-se, e agora tem algo importante para continuar a lutar pela sua vida.


(Estes foram os dois filmes escolhidos para o dia de hoje. O primeiro bastante light, sem muito para dizer. É girinho, dá para sonhar com o príncipe encantando, mas fica-se por aí. Já o segundo, gostei bastante. Muita acção, aventura e um bom romance pelo meio, são alguns dos ingredientes que fizeram parte da minha tarde que se prolongou até à noite. 



Até onde iria por amor?


Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.


Sinceramente, esperava mais ... Ao início foi-me difícil embrenhar na história, parei inúmeras vezes e li-o até ao fim apenas porque não gosto de deixar livros por ler. Há medida que o final se ia aproximando comecei a gostar mais. Tudo se desenrolava mais facilmente e a vontade de saber como tudo acabava era muita. Ainda assim, as expectativas eram muitas e não se concretizaram.


P.s - Ela devia ter ficado com o tenente Watkin Tench!

sábado, 13 de agosto de 2011

Neste momento da minha vida, não sei bem porque razão, apenas quero sentir do meu lado a minha família. Tenho-me vindo a afastar dos meus amigos, mas sei que no fundo o problema não é deles. Não os quero longe, a sério, só que a única maneira que tenho de os manter perto é utilizando o telemóvel, ou o computador, e eu fartei-me disso. Quero tê-los ao meu lado sentindo que são eles que estão realmente comigo, e não só as palavras, as imagens, que me dão. Fartei-me de coisas de plástico, de metades, quero o real, o inteiro. E nesta altura, apenas a minha família representa isso.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Acabei de chegar da maternidade. Fui para lá eram perto de 17.30 e o nervosismo era imenso. Ora mexia no colar, ora mexia no relógio, ora andava de um lado para o outro e tentava ver o meu irmão em cada homem que saía da porta. A ansiedade aumentava a cada minuto e as notícias eram nenhumas ... até que às 18.13 recebi uma mensagem do meu irmão " A Laurinha já nasceu". Li-a em voz alta para a minha mãe e para a mãe da T. que logo a seguir a mim receberam exactamente a mesma mensagem. Explodimos de alegria, não sabíamos se devíamos rir, chorar, desesperar, só sabíamos que queríamos contar a toda a gente a boa nova.
Quando finalmente nos deixaram subir e ver a menina, desatei a chorar e vi uns lindos olhos, muito abertos, a olharem para mim. Tudo bem, os bebés podem parecer todos iguais, podem nem ser muito bonitos nos primeiros dias, mas eu achei-a linda e por mim ficava a noite toda a olhar para ela. Mais tarde voltámos a vê-la, já arranjadinha, e agarrada ao peito da mãe mas muito sossegada.
Adorei ver a reacção do meu irmão ao colocarem-na nos braços dele ... a felicidade, a harmonia, o amor, que transbordava dele era tão gigantesco que me comoveu.
Amanhã volto a estar contigo, meu amor. Até já!

- Epidural: Check!
- Saco das águas rebentado: Check!
- Papá ao teu lado: Check!
- Gente a querer que venhas cá para fora: Double Check!

Afinal, de que é que tu precisas mais? Raios, tinhas logo de herdar a minha teimosia.
" - Vamos agora para a sala de partos. Beijinho"

Cada vez mais perto... Que ansiedade tão grande!

São 05:35 da manhã e o meu irmão chegou à pouco a casa. Acordei meio sobressaltada e perguntei-lhe o que é que ele aqui estava a fazer, pois sei que deveria estar com a namorada. " A T. já está na maternidade", foi o que ele me disse. Eu, sinceramente, comecei a trocar as palavras e só conseguia articular coisas como "Estás a gozar?" ou "Então mas e a menina?". Explicou-me que a teve que levar porque as contracções eram imensas mas que a minha afilhada ainda não quer nascer.
A felicidade estampada no rosto dele é evidente assim como o é o nervosismo. Este momento é importantíssimo para nós, família, mas não só. É importante também para todos aqueles que nos rodeiam, que gostam do meu irmão e da T., que já gostam desta criança e que já anseiam por ela quase tanto quanto nós.
Neste momento não consigo voltar a adormecer, o sono já não vem só de saber que dentro de qualquer momento a minha menina vai nascer e eu a vou poder conhecer. Não consigo parar de olhar para o telemóvel à espera que ele toque por notícias do meu irmão, que neste momento já se encontra, de novo, a caminho da maternidade.

(Quando a minha mãe disse na segunda que a T. estava com sinais de parto eu disse-lhe " Então deixa-me cá ver um dia que eu goste para ela nascer ... 10. Gosto do dia 10!" querem ver que até tenho um pouco de adivinha?)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Acabei de vir da escola, e mesmo depois de me ter refrescado com água continuo a sentir na minha boca um sabor agridoce. Se estou contente por ter subido um valor da nota de frequência? Sim. Se compararmos as notas que tenho vindo a ter a esta disciplina com a que tive agora, o resultado é melhor ? Sim. Se a nota que estava afixada naquele papelinho é aquela que corresponde a toda o trabalho, dedicação, esforço, horas de sono perdidas, cansaço extremo? Não, nem um pouco. Sei que naquele dia, aquela hora, fiz tudo o que estava ao meu alcance para ter uma boa nota. Li tudo com muita calma, risquei a folha com tópicos, esquemas e imagens, revi inúmeras vezes tudo o que tinha feito. Na altura não podia ter feito melhor, mas a verdade é que podemos sempre mais e melhor, e eu sei que posso.
Ainda aqui está entalada a pergunta de 10 pontos que eu tinha bem e à última da hora alterei ... São estas as coisas que me enervam, a falta de segurança e confiança em mim mesma, o achar que as coisas não podem ser tão simples quanto parecem.
Seja como for, já estão feitos e para o ano volto a repeti-los nem que seja apenas para ter mais umas décimas. Não vou desistir, vou continuar a lutar, vou continuar a esforçar-me e vou pôr em prática tudo o que aprendi com estes dois, quer a nível de disciplina, quer a nível da minha maneira de ser com as coisas.

Resultado final: Física e Química A - 17,0.
                        Biologia e Geologia - 15,6.

(engraçado como o meu pai acertou nos dois resultados)

Já vi o filme há mais de uma semana, mas não podia deixar de falar nele aqui. Sou uma grande fã do Harry Potter mas nem sempre o fui, uma vez que apenas descobri o seu mundo fantástico quando estava para ser lançado o quinto livro da saga. O meu primeiro livro foi o "Cálice de Fogo", e sim, eu sei que deveria ter começado pelo primeiro mas na altura uma amiga minha, que era fã desde o início, falou-me muito bem dos livros e eu, curiosa e apaixonada por livros como sempre fui,  lá decidi experimentar. Mas se não me engano, no sítio onde o comprei não havia os restantes e por isso trouxe para casa o "Cálice". Lembro-me que não gostei do início, que me estava a aborrecer e que até desisti por uns tempos dele, mas como não gosto de deixar livros para trás, mesmo que eles não me fascinem muito, resolvi agarrar de novo nele e adorei. Toda aquela magia, toda aquela capacidade que a escrita da Joanne tem de nos envolver, é sem dúvida maravilhosa. Apaixonei-me pelo Harry, pela Hermione, pelo Ron e senti-os como meus companheiros.
Quando fui ao cinema ver o filme que seria o último, chorei, ri, senti-me melancólica. Foi óptimo ver mais um livro ganhar vida, mas foi, por outro lado, triste ver que algo que me acompanha há tanto tempo, e faz parte da minha infância, chegou ao fim. 
Na prateleira continuam os 7 livros, prontinhos para serem relidos um dia destes e também para serem passados, daqui a uns bons anos, para as mãos dos meus filhos. Até já, Harry! 


Estar de volta é estranho. Saber que não tenho um horário programado, que sou eu que escolho o que fazer a seguir, não estar acompanhada por uma "multidão" ... é algo sem dúvida esquisito.
Admito que ao princípio não estava a achar muita piada. Os monitores estavam a exagerar um pouco, as condições climatéricas não eram as melhores, não me sentia lá muito integrada, mas há medida que os dias passaram as coisas foram melhorando.
Desde o rastejar na lama, ao baptismo perto de uma cascata, até ao jogo nocturno ... tudo foi maravilhoso. Adorei poder conhecer melhor certas pessoas, adorei poder aproximar-me de outras, adorei o facto de sermos tão unidos e de no último dia ninguém querer ir embora. Eu, com certeza, teria lá ficado mais uns dias, a saborear o ar puro, a chuva na tenda, os abraços dos meus amigos. A pintar com as mãos, a cantar músicas sem sentido, a ser uma pessoa descontraída que aproveita cada segundo como se fosse o último.
Esta experiência vai, sem dúvida alguma, ser recordada para sempre por mim, por todos aqueles que a viveram. Obrigada, 7Art!