sexta-feira, 27 de abril de 2012


"Se a minha boca me trair dizendo que já não penso em ti, não acredites. Duvida sempre do que digo com a boca, acredita apenas no que digo com os olhos. Esses nunca mentem. Nunca te mentiram, nunca te mentirão.
(...) Agora falta-me o ar. O tempo é escasso, quase nulo (...). Falta me tempo, espaço, a tua presença. Faltas me tu."

sábado, 21 de abril de 2012

"Vamos lá fora", foi assim que senti que a tal conversa que precisávamos de ter ia acontecer naquele exacto momento. Não adiantava fugir, dizer algo como 'desculpa, mas agora não dá muito jeito' porque mais cedo ou mais tarde teria de te encarar. Deste-me a lembrança que tinhas trazido da tua viagem e explicaste-me o porquê de não me teres falado durante mais de uma semana. "O que é que pensaste?", queria dizer-te que pensei que finalmente me tinhas dado ouvidos, que estavas a seguir em frente e que sinceramente isso me tinha perturbado, mas em vez disso saiu-me um redondo "Nada."
Quando me pediste para ser sincera e eu te dei em troca um "Não. Força, segue." apercebi-me que não sabia o que estava a fazer, a dizer. Não sei se foi uma resposta dada apenas para silenciar o teu pedido, ou se pelo contrário é o que sinto, embora não negue a pessoa especial que és para mim. Vi tristeza, incompreensão, desilusão no teu olhar... Senti-me pequenina ao ouvir-te dizer o quão feliz andaste durante a viagem por acreditares que um 'nós' era possível ("e eu ingénuo...") em como achaste que iria aceitar o teu convite. Talvez a culpa seja minha por deixar os meus lábios dizerem algo que os meus olhos contrariam, mas sempre te disse para não criares ilusões, expectativas vãs. Fui sincera acerca do meu passado e de como ele ainda hoje me perturba. "Tens medo de te voltar a envolver com alguém?" esquece o "talvez" que te dei, porque a verdade é que tenho, muito mesmo. E sei bem que és diferente dele, percebo-o pela maneira como demonstras gostar de  mim, mas ele deixou comigo uma insegurança e desconfiança que me fazem vacilar em tudo o que me envolvo. Ele também me convenceu a mim, e todos os que nos rodeavam, de que os sentimentos que tinha eram verdadeiros. E eu tenho medo de acreditar e mais uma vez ser tudo uma valente mentira. Ou de não o conseguir apagar totalmente e termos de levar com o fantasma dele por entre nós. Ou de te magoar, magoar muito, mais do que já tenho feito.
Cerca de hora e meia depois a questão era a de se me deverias devolver o puxo que me tiraste e que já conservas há mais de um mês. Se mo desses então eu saberia que a partir dali farias os possíveis para me esquecer, e por isso quando me perguntaste o que achava que deverias fazer disse calmamente "acho melhor mo dares". (...) "Estás a ver isto aqui?" - disseste tu enquanto apontavas para o puxo - e foi quando olhei fixamente para ti que te pude ver, decidido e determinado, a colocá-lo novamente no pulso. Instantaneamente, e sem sequer saber o porquê, sorri para dentro.

"It's one of those things that people say, you can't move on until you let go of the past. Letting go is the easy part, it's the moving on that's painful. So sometimes we fight it, try and keep things the same. Things can't stay the same though. At some point, you just have to let go. Move on. Because no matter how painful it is, it's the only way we grow."
Grey's Anatomy

terça-feira, 17 de abril de 2012

É eu sentir-me sem chão ao saber que estás com outra pessoa apesar de continuar a insistir comigo mesma que já não nutro sentimentos por ti. E pior que mentir aos outros é mentir me a mim mesma. Podes ir embora? Por favor...

sexta-feira, 13 de abril de 2012


"Ele, em cuja presença tu amavas viver, era-te afinal por completo desconhecido. Só um completo desconhecido se permitiria fazer o que ele te fez. Não gostas de te lembrar como tudo acabou, mas não tens mão sobre a tua memória. A memória apanha-te sempre, em particular nos momentos mais inesperados. Gosta de jogar ao toque e foge, às escondidas, à cabra-cega. Lembras-te dele quer seja dia ou noite. Sonhas com ele, ou com alguém muito parecido com ele, o que te confunde e angustia. Ainda acontece chorares por ele, ou por o que quer que seja que te deixou mais só do que sempre foste. Embora não o admitas a ninguém."

 A rapariga errada  - Pedro Paixão

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Como é que posso querer que os outros me compreendam quando nem eu própria o consigo? Primeiro digo-te que o melhor que tens a fazer é esquecer me e seguir com a tua vida em frente, e agora estou para aqui numa brutal azia só porque desde domingo não recebo uma mensagem tua e porque para além de um "bom dia" ainda não ouvi mais nada sair da tua boca (e dizias tu que assim que as aulas começassem tínhamos de falar!). Não compreendo, juro.

terça-feira, 10 de abril de 2012

"Nunca nos realizamos, somos dois abismos: um poço fitando o céu"
Fernando Pessoa