sábado, 23 de julho de 2011

- Por favor, larga-me. Não apareças quando eu já nem consigo visualizar os teus traços no interior do meu quarto escuro. Eu não quero nada disto para mim. Quero paz, e todos os fantasmas fora do meu armário. Eu já não te quero, já não me sinto apaixonada por ti, mas por favor, não apareças quando eu menos espero porque eu não consigo deixar de te amar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

- Desculpa... Tu não mereces nada do que te fiz, mereces bem melhor.
- Já alguma vez pensaste que para mim o teu melhor me bastava? Não, pois não? Mais uma vez só viste o que querias ver.
- Sabes aquela sensação de mundo ao contrário? De que não era suposto as coisas serem como são, de quereres tanto algo mas só receberes patadas? 
"Isto não é para ti. Não tens estoufo, inteligência ou outra das muitas características necessárias para singrar nessa área. Esquece!". É isto que ouço na minha cabeça. Quem o diz? Não sei, mas soa tão convincente. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

- Amo-te.
- Não, não amas. E o problema está aí. Tu queres amar mas não amas, e os sentimentos não se forçam.
- Tenho saudades tuas. Do sorriso fácil, do abraço aconchegador, de sentir que éramos tudo uma para a outra.
- E já não somos, é isso?
- Somos. Da minha parte somos, mas como em qualquer tango são sempre precisos dois para dançar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

" Eu é que te devo um pedido de desculpas, porque sei que cada vez me afasto mais das pessoas e muitas vezes daquelas que mais gosto. Todas aquelas vezes em que as coisas entre nós não foram fáceis, a culpa foi mais minha do que tua. Talvez por passarmos mesmo muito tempo juntas como tu disseste, ou por as nossas diferenças se pronunciarem mais em determinado momento ou até mesmo por trivialidades a que damos muito valor e depois percebemos que nada eram. Por uma ou por todas estas razões já sentimos a nossa amizade ameaçada e quem me dera não contribuir para isso, mas infelizmente não é assim e desculpa-me por isso. Estou cansada, acredita. Preciso mais de ti e do que tínhamos antes do que dou a entender, mas eu também falo muito e faço pouco, escolho sempre estar no meu canto escondida do mundo."