segunda-feira, 25 de abril de 2011
Só tenho a dizer que no futuro quero mais Páscoas destas. Com a família, que cresce a olhos vistos, muitos doces, e umas boas gargalhadas e conversas.
domingo, 24 de abril de 2011
Não gosto de domingos porque ao não almoçares connosco dá a sensação de que já foste realmente embora.
Não vás, eu não quero...
sábado, 23 de abril de 2011
Deixo-me estar, sem me preocupar, e sinceramente ainda não percebi bem porquê. Não é suposto isto ser o meu sonho? Não é suposto ser tudo aquilo que eu quero para a minha vida e mais alguma coisa? Então o que é que me impede de lutar? O que é que faz com que ponha tantas vezes tudo o resto à frente desse sonho? É alguma espécie de sinal, ou coisa que lhe valha? Eu quero muito saber, porque neste momento, e em tantos outros, eu acho-me uma fraca, preguiçosa, e principalmente uma mentirosa para comigo mesma. Eu quero, mas sinceramente acho que não tenho forças, paciência, ou coragem para o conseguir. Acho que ainda não assentei na minha cabeça que a minha vida é isto, e que o meu futuro está nas minhas mãos prestes a desaparecer-me por entre as pontas dos dedos.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Que se feche uma página e se abra outra, porque hoje estou com vontade de voltar a viver, de voltar a ser feliz.
Lembro-me tão bem de desejar ter alguém com quem conversar que não a minha mãe e madrinha, de querer usufruir de uma relação de irmãs, de primas, mas olhar em volta e estar rodeada apenas de rapazes. Não me entendam mal, eu adorava ser a menina da família ao mesmo tempo que enchia as pernas de nódoas negras e arranhões, jogava futebol, e brincava com cartas, adorava. Mas sentia falta de um lado mais feminino na família, que acabou por ser compensado mais tarde pelas minhas melhores amigas.
Quando hoje ao acordar olhei o telemóvel e vi a mensagem do meu irmão, foi incrível! Nem consigo explicar o quão feliz me senti por saber que ia ser tia de uma menina ... Tudo isto me leva a pensar que agora tenho que ser mais forte, que tenho que lutar ainda mais para que também esta menina fique orgulhosa da madrinha.
Aqui te espero, minha princesa.
Comecei a escrever esta carta no último verão, se bem me recordo. Queria escrever-te o mais rápido possível, dizer-te o quanto iria sentir a tua falta, o quanto gostava de ti e eras importante para mim. Escrevi um bocadinho, mas não sei porquê a inspiração não veio para mais. E agora voltei a isto, porque sinceramente cansei-me de querer escrever palavras bonitas que não tenho no meu vocabulário para tentar ser alguém que não sou e para tentar agradar não sei quem que nunca lerá isto. Agora sou só eu, e a cada dia que passa aprendo a gostar um pouco mais de mim como sou.
Há relativamente 6 meses foi muito difícil ver-te partir para outro sítio sem te acompanhar. Foi complicado acordar de manhã e não ter ninguém a bater-me à porta. Foi sufocante não ter ninguém com quem falar quando finalmente chegava a nossa ponte. Mas assim que comecei a entrar na rotina, comecei a embrenhar-me no meu suposto futuro, a exilar-me das pessoas, e fui-me lembrando um pouco menos de ti. Voltei a aproximar-me de uma das minhas melhores-amigas e a tentar criar com ela uma nova amizade em vez de consertar a antiga. Deixei de mandar mensagens todos os dias e de pensar em como estaria, ou com quem estaria, a S. afinal. E talvez com tudo isto te pareça que te risquei da minha vida, contudo eu digo-te que não.
Parece-me que talvez me esqueci um pouco de continuar a ser a tua melhor-amiga, e me tenha centrado em mim, no que estava a sofrer, no que precisava de conquistar mesmo sabendo que nunca conseguiria. E segui em frente, deixei os dias passar, e não me preocupei em saber se também tu estavas com medo de algo, se também tu sofrias, porque tento imaginar e acredito que não deve ter sido nada fácil começar uma vida nova longe daqueles que caminharam contigo durante tanto tempo, partir para o desconhecido. Deixei-te ir, como tenho feito com a maior parte das pessoas na minha vida. Porque a verdade é que quando a ausência é maior entre mim e elas, eu não preciso de lhes dizer nada porque no meu interior eu sei que estou a pensar nelas, e sei que estou com imensas saudades do que não estamos a viver, mas se acontece o contrário, se elas não me dizem nada, eu sinto-me como se tivesse sido apagada, ultrapassada, e esqueço-me que talvez também elas tenham o mesmo pensamento que eu, e que quem sabe também elas precisem de sentir que eu ainda estou aqui, independente dos quilómetros que nos separam. E isso foi acontecendo connosco ...
Lembro-me de pensar que estava tudo bem, que nós éramos nós há imenso tempo e que isso ninguém nos podia tirar. Não podem, é verdade, mas todas as amizades necessitam de ser regadas diariamente, ou pelo menos de vez em quando, e a nossa não é excepção. E então comecei a sentir medo. Ouvia-te falar de novos amigos, ouvia por outras pessoas o que andavas a fazer e percebia que não sabia de nada daquilo, de que se me perguntassem por ti (e acredita, faziam-lo muitas vezes) eu não saberia responder, e odiava isso. Coisas que nunca foram importantes para mim magoavam-me imenso, como um simples questionário em que falava das pessoas da tua vida, pessoas que não eu, porque eu só apareci umas duas vezes, se tanto. E eu nunca liguei muito a isso, tu sabes, mas naquela altura mexeu comigo, fez com que eu me sentisse insegura, e em vez de fazer com que eu te quisesse procurar para te mostrar o quão importante continuavas a ser para mim, fez com que eu ainda me fechasse mais na minha conchinha à espera de que fosses tu a vir ter comigo para me dizeres que entre nós continuava tudo igual.
Com as mensagens era o mesmo de sempre. Juro que queria conversar mais contigo, mas quando o fazia achava que as nossas conversas não saiam naturais, eram mais do tipo " olá. tudo bem?", do género que nós não gostamos. E ficava com receio de que isso nos afastasse, como ainda hoje fico, porque me passa pela cabeça que tanto "silêncio" quando comparado com a muita "barulheira" de outras amizades, possa ficar em segundo lugar. O que eu sinceramente entenderia.
Eu não sei de todo se ainda me continuas a ver com os mesmos olhos, mas sinceramente aprecio mais o facto de ainda continuares ao meu lado, porque eu não sou boa com relações, sejam elas de que tipo forem. Mudo constantemente de humor, tenho muitos ciúmes e medos, embora não os admita, e apenas de tempos a tempos me lembro de mostrar realmente o quanto valorizo a presença de certas pessoas no meu dia-a-dia. É complicado... Mas seja como for, estejamos nós onde estivermos, eu nunca me vou esquecer de ti. Porque olhe eu para onde olhar, passado muito longínquo, passado de há 5 anos, passado de há horas, e presente, tu és a única peça que encaixa em todos os puzzles. Tu és a minha melhor-amiga, e hás-de ser sempre porque mais ninguém conseguirá alguma vez fazer tanto de mim como tu fazes.
para que saibas que mesmo não mostrando, que mesmo me desleixando, tu estás sempre comigo.
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